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Ranking dos Países mais Corruptos do mundo

A ONG Transparency International (TI) divulgou nesta quarta-feira (21) os resultados do Índice de Percepção de Corrupção 2017.

Na escala que vai de zero (mais corrupto) a 100 (menos corrupto), o Uruguai foi um dos países mais bem classificados da América Latina, com uma pontuação de 70 que o colocou na posição 23, seguido do Chile com 67 pontos e Costa Rica com 59, enquanto o Haiti e a Venezuela estão listados como um dos piores países avaliados com uma pontuação de 22 e 18 respectivamente.

Limites do IPC

Correlação entre o Subdesenvolvimento e a Corrupção

Se analisarmos com certa atenção os dados do IPC no mundo, poderemos verificar que existe uma correlação entre o subdesenvolvimento e a corrupção, embora muitos países desenvolvidos também sofram com esse problema. Na Alemanha, por exemplo, o seu presidente teve que renunciar após uma série de denúncias envolvendo o seu nome no ano de 2012. Contudo, muitos dos países mais corruptos do mundo são subdesenvolvidos e isso não é uma mera coincidência, haja vista que uma questão leva à outra.

No continente africano, muitos dos governos são antidemocráticos e investem boa parte de seus recursos em armamentos, desviando grande quantidade das verbas públicas para atender aos interesses de seus políticos, incluindo as verbas recebidas em forma de ajuda humanitária enviada por alguns países, pela ONU e por outras entidades internacionais. Além da África, a corrupção é considerada um problema crônico em outras regiões, como o sul da Ásia, o Caribe e a América Latina.

Limites do IPC – 2017 (Figura)

As limitações do Índice de Percepção da Corrupção

Embora a organização Transparência Internacional seja considerada uma entidade isenta e uma referência mundial na medição e avaliação da corrupção em todo o mundo, o IPC apresenta as suas limitações, pois é apenas um índice de percepção, ou seja, não consegue observar todos os casos de corrupção que ocorrem. Afinal, é difícil analisar com detalhes esse problema, pois uma parte dos casos sequer é descoberta ou aparece em qualquer tipo de registro, de modo que o IPC serve mais como uma orientação geral, uma estimativa, do que um dado de precisão máxima.

Analisar o dinheiro que se perde com a corrupção e os locais onde ela acontece é semelhante a qualquer estudo realizado sobre atividades ilícitas em geral, como é o caso do tráfico de drogas. Pode-se até estimar onde são os locais onde o narcotráfico mais ocorre e qual é a quantidade de capital que ele movimenta, mas nunca se chegará a um valor exato, pois boa parte dos lucros dos grandes traficantes é ocultada por esquemas de lavagem de dinheiro e outros, tornando-se imperceptível para a política e órgãos fiscalizadores. O mesmo acontece com a medição da corrupção e outras atividades irregulares.

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Outro problema do IPC é o fato de esse índice analisar somente a corrupção pública, que envolve o Estado e a suas esferas Executiva, Legislativa e Judiciária, excluindo as instituições privadas que sonegam impostos e até a mídia, que muitas vezes atua no sentido de acobertar casos públicos de esquemas ilícitos. A Suíça, por exemplo, está entre os países menos corruptos, mas os seus bancos recebem bilhões de dólares de dinheiro sonegado em todo o mundo. Se essa prática fosse levada em consideração, com certeza os suíços despencariam nesse ranking.

Para se ter uma ideia dessa questão, é importante comparar os seguintes dados: estimativas apontam uma perda de R$85 bilhões com a corrupção pública no Brasil, enquanto a sonegação de impostos chega a R$415 bilhões anuais. Essa perda é também muito impactante, pois esses impostos não pagos, sobretudo por grandes empresas e bancos, poderiam ser utilizados para os mais diversos fins, incluindo educação, transporte, saúde e segurança.

Portanto, o combate à corrupção no mundo é um desafio muito grande, principalmente quando a regra do atual sistema econômico é a obtenção de lucro individual, de forma que sempre haverá pessoas dispostas a cumprir esse objetivo de maneiras ilícitas, seja na esfera pública, seja privada. Por isso, além da aprovação de leis que busquem diminuir esse problema, é necessário que a população exerça um papel ativo, cobrando de empresas e governantes de todos os partidos políticos uma maior transparência em suas ações.

* Fonte dos dados: Transparency Internacional, CPI 2014.

IPCs - 2017

Mais uma comparação de valores no Ranking

  • Nova Zelândia (89 pontos)
  • Dinamarca (88)
  • Finlândia, Noruega, Suíça (85)
  • Singapura, Suécia (84)
  • Canadá, Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido (82)
  • Alemanha (81)

    1. Estados Unidos, Bélgica (75)
    2. Uruguai, França (70)
    3. Chile, Butão (67)
    4. Costa Rica, Lituânia (59)
    5. Cuba, Malásia (47)
    6. Argentina, Suazilândia, Ilhas Salomão, Kuwait, Kosovo, Benin (39)
    7. Brasil, Peru, Panamá, Colômbia, Zâmbia, Tailândia, Indonésia (37)

Corrupção

Um Grande Crime Contra a Humanidade

A corrupção é o maior crime que existe contra a humanidade, tira o direito à vida, dignidade, saúde, educação, bem estar e renda de bilhões de pessoas em vários países. É uma epidemia que se alastra em todo o planeta e, inquestionavelmente, é onde todos os males têm origem social, econômica e política. A corrupção sempre existiu, porém jamais no alarmante nível atual de mais de um trilhão de dólares por ano.

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